Pesquisas indicam que transtornos alimentares sofrem influência do ambiente familiar

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Aspectos emocionais influenciam diretamente nos aspectos alimentares, explica especialista.

Transtornos alimentares (TA) são distúrbios gerados, principalmente, pela obsessiva preocupação com a aparência. Um tema polêmico abordado por médicos especialistas no primeiro dia da 16º edição do Congresso Brasileiro de Nutrologia, organizado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Este e outros assuntos foram abordados no evento realizado no Centro de Convenções do Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo, entre 19 e 21 de setembro.

De acordo com a médica nutróloga Dra. Maria Del Rosario Zariategui de Alonso, da ABRAN e autora de diversos livros sobre o assunto, a proporção entre homens e mulheres é de 4:10 respectivamente. Além disso, é preciso dar atenção aos grupos de risco, como modelos e bailarinas. “Traços de personalidade como obsessão, compulsão, perfeccionismo, rigidez, persistência e auto-avaliação negativa representam um alerta para a doença”, explica a especialista.

Outra descoberta importante por meio das pesquisas é a influência familiar nos pacientes com transtornos alimentares. “Na maioria das vezes não é genética, mas familiar, uma influência chamada de ambiental”, completa Dr. Ernesto. Segundo o médico, problemas como abortos, perdas, mortes de entes queridos entre outras doenças, durante a gravidez, podem afetar diretamente o bebê e seu futuro.

O tratamento mais eficaz deve ser multidisciplinar, com acompanhamento médico, nutricional e psicológico. “O aconselhamento nutricional deve ser feito em conjunto com o tratamento dos aspectos emocionais. Vínculo e acolhimento servem como apoio para fortalecer o atendimento dietético”, afirma a nutricionista e professora na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-USP, Rosane Pilot Pessa Ribeiro.

“Os tipos de transtornos alimentares são muitos – anorexia, bulimia, ortorexia, vigorexia e diabulimia, entre outros – , por isso, é necessário uma avaliação médica minuciosa para não encarar a doença apenas como um problema nutricional. ”, explica o professor Dr. Eduardo Wagner Aratangy, médico psiquiatra e coordenador do Programa de Atendimento Intensivo dos Distúrbios Alimentares (PRADA – AMBULIM).

“O transtorno alimentar é uma doença grave, em que muitas vezes a medicação é incapaz de agir em um cérebro mal nutrido. O acompanhamento nutrológico é essencial para mudar os hábitos do paciente e controlar a doença”, finaliza Dra. Rosário.

Fonte: ABRAN

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