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A tireóide é uma importante glândula do nosso corpo, situada na parte frontal inferior do pescoço, de peso aproximado em 13 gramas com o peculiar formato que lembra uma borboleta. Ela produz dois hormônios que controlam nossas funções metabólicas e nosso gasto calórico, podendo inclusive levar perda ou ganho de peso. Algumas doenças que levem a um mau funcionamento desta glândula podem acarretar distúrbios graves, com prejuízo em todas as funções de nosso corpo.

1 – HIPOTIREOIDISMO – É uma disfunção da glândula tireoide que faz com que ela trabalhe mais lentamente, diminuindo a sua produção hormonal de T3 e T4 ( tri-idodo-tironia e tetra-iodo-tironina ), hormônios tireoidianos que atuam no nosso metabolismo e no funcionamento de todas as nossas reações bioquímicas. A falta de níveis normais destes hormônios podem ocasionar distúrbios que se manifestam por sintomas e sinais como:cansaço e desânimo, inchaços principalmente no rosto e geral, depressão, aumento do colesterol, pele seca e cabelos finos e fracos, unhas quebradiças, suar pouco, intestino preso e má digestão, raciocínio lento e memória fraca. Existem várias causas que podem levar ao hipotireoidismo, porém a principal delas e que acomete mais mulheres que os homens é a tireoidite de Hashimoto – doença auto-imune – que não tratada pode levar a diminuição da atividade física e mental, problemas cardíacos e até em estagio final ao estupor e coma. Há também uma estreita correlação entre o hipotireoidismo e a formação de nódulos na tireóide que podem ser benignos ou malignos. O hipotireoidismo é predominante nas mulheres embora os homens também estejam suscetíveis. Nas mulheres a predominância é ainda maior na pré e após a menopausa e principalmente se existirem antecedentes familiares. Quando existe histórico familiar de doenças da tireóide na família deve-se avaliar os adolescentes para que se possa fazer uma prevenção.

 2 – HIPERTIREOIDISMO – Aumento (hiper) funcionamento da glândula tireóide onde a produção dos hormônios esta muito aumentada, causando aumento do metabolismo do corpo com gasto exagerado de calorias, aumento da temperatura corporal, emagrecimento com perda de massa magra (músculos), perda de peso, agitação, nervosismo, aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia) e até arritmias, insônia, agitação, em alguns casos olhos esbugalhados (exoftalmia). O hipertireoidismo não tratado pode trazer sérias conseqüências e até a morte por falência do coração. Várias são as causas, porém as mais comuns são a Bócio multinodular tóxico ou Doença de Graves (doença auto-imune que tem geralmente acometimento familiar), Bócio nodular tóxico hiperfuncionante (Doença de Plummer).

3 – NÓDULOS DE TIREOÍDE – Alterações do tecido glandular que cresce de forma diferente, formando nodulações que podem ter varias características e são justamente estas particularidades  que avaliadas pelo profissional médico, vai determinar que tipo de lesão esta nodulação representa. Os nódulos podem ser benignos ou malignos (Câncer). Embora a grande maioria destas lesões sejam benignas, há sempre a possibilidade de alguma abrigar um câncer  que quanto mais cedo for diagnosticado e tratado melhor. Na vigência de um nódulo de tiróide, deve-se fazer uma ultra sonografia com Doppler (avaliação da vascularização do nódulo) e de acordo com os resultados se necessário até uma punção do mesmo guiado por ultra som (PAAF) e posterior análise do material colhido (análise cito patológica), que vai determinar que tipo de lesão ela represente. Embora o médico tenha pela experiência condições de com exames comuns (exame clínico, história pregressa, exames de sangue, ultra sonografia,etc.) avaliar o tipo de nodulação encontrada, só a punção aspirativa com agulha fina(PAAF) guiada por ultra som e posterior análise do material colhido pode determinar a benignidade ou não do nódulo. Nódulos benignos são acompanhados sempre e se acontece alguma modificação suspeita, novos exames são necessários. A cirurgia só é indicada em nódulos que apresentaram malignidade, nódulos grandes protusos que se tornam antiestéticos e/ou que comprimem o esôfago e a traqueia prejudicando a deglutição e a respiração. Felizmente a grande maioria dos nódulos (mais de 90%) é benigna.

4 – CISTOS DA TIREOIDE – Cistos da tireóide são relativamente comuns e em geral benignos, de pequenas dimensões e com um liquido espesso em seu interior chamado colóide. Cistos pequenos simples devem apenas ser observados e avaliados periodicamente. Alguns podem até desaparecer com o tempo. Em casos de crescerem, mudarem de aspecto ou apresentarem outros componentes no seu interior, devem passar por uma investigação mais acurada, com punção (PAAF) e análise do material colhido. Cistos grandes simples podem ser esvaziados por punção. Se voltarem a crescer ou incomodam, podem ser tratados com infusão de etanol ou em ultimo caso retirados cirurgicamente.

5 – BÓCIO – As vezes a glândula tireóide cresce de maneira visível chegando muitas vezes a incomodar pela pressão nas outras estruturas do pescoço. O bócio era muito comum no passado pela deficiência crônica de iodo principalmente nas regiões mais afastadas do mar. Com o acréscimo do iodo no sal houve uma diminuição desta patologia. Outra causa deste aumento são as doenças auto imunes que também levam ao hipo ou hipertireoidismo como vimos anteriormente, e mais raramente alguns tipos de câncer. Como qualquer outra das doenças da tireóide, deve ser bem avaliada e tratada o quanto antes.

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